quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Tocando à distância.

Faz um tempo que quero fazer algo do gênero, mas nunca tinha tempo e agora tenho tempo e não tenho ânimo para fazer mais nada, então decidi deixar aqui os meus álbuns favoritos - até agora.

10 - Oasis - Definitely Maybe.


Álbum de estreia da banda inglesa, Definitely Maybe é mais poético do que parece a faixa Live Forever é um soco fechado no estômago cantado de forma bem gentil e agradável. O clima que o álbum me trás é basicamente de: "não há muito o que fazer, os dados estão jogados, então vamos dançar."

9 -  Chico Science & Nação Zumbi - Da lama ao Caos.


Para mim não há álbum que represente melhor a musicalidade brasileira do que "Da lama ao Caos", que para mim significa um grito de protesto: "Por que temos que importar cultura?" - há muito mais na periferia do que as pessoas tendem a acreditar e a voz lendária e quase profética de Chico Science está gritando exatamente isso. "Modernizar o passado é uma evolução musical."

7 - Bob Dylan - Blood on the Tracks.



Dylan sendo Dylan do modo mais especial em que é possível ser Dylan. "If you see her say hello" é minha preferida do Dylan uma canção encantadora sobre um homem que perdeu um amor e pede ao interlocutor se caso a vê-la para que diga "olá" por ele, mas é claro sem deixá-la perceber que ele ainda a ama.

6 -  The Doors - L.A. Woman.


A volta do The Doors ao que o The Doors era originalmente (o ritmo jazzista dos primeiros álbuns) - isto é claro, com a banda muito mais madura e Jim Morrison ainda mais poético do que nunca. O disco de despedida da banda com Jim nos vocais é uma trip na estrada da vida - Atenção à faixa "L'america" que é de arrepiar a alma.

5 - The Smiths - The Queen is Dead.


O gracejo e a delicadeza desse álbum não tem comparação nesta lista, desde seus versos iniciais percebemos a originalidade da banda e uma irreverência...


"Farewell
To this lands cheerless marshes

Hemmed in like a boar between arches
Her very Lowness with her head in a sling
I'm truly sorry
But it sounds like a wonderful thing"



 4 - Jeff Buckley - Grace.


Único álbum de estúdio de Jeff Buckley em vida é nada menos que um grito de dor. Esse álbum não poderia ser melhor e a melancolia dá o tom em todas as faixas, caso não tenha ouvido esta maravilha do mundo da música corra porque está perdendo tempo, mas não espere nada além de faixas introspectivas e espectrais que podem te fazer repensar o sentido da vida.

3 - Radiohead - In rainbows.



A segunda parte da década de 2000 é algo ainda mais intimista e profundo nas faixas do Radiohead e confesso que este álbum me visitou muitas vezes enquanto estive na fossa...

2 - The Doors - Strange Days.



De poesia beat e Nietzsche até bossa nova, há tudo neste álbum que é uma espiral descente até as entranhas da existência humana - a trupe de circo na capa questiona muito mais do que apenas "o que é ser normal", mas os valores profundamente auto-destrutivos de uma sociedade doente que adora capar à si própria, a tristeza banha o álbum - principalmente nas faixas iniciais e na faixa título.

1 - Joy Division - Unknown Pleasures.


"Isto não é um conceito é um enigma." diz a contracapa do álbum, quando me deparei com ele pela primeira vez foi como um choque, a musica em si sofreu uma mudança completa de sentido em mim, uma batida boa é uma batida boa e não basta batidas boas para se fazer músicas boas - é preciso mais do que isso, muito mais e foi isso que Unknown Pleasures me provou.


Menção Honrosa:

Daughter - The Wild Youth (Ep)


Uma banda inglesa que-quase-ninguém-conhece mas faz um som que toca a alma, o disco da banda "If you leave" não entra na lista, mas é praticamente impossível deixar o Ep "The Wild Youth" de fora, há muito mais nele do que em discografias inteiras de outras bandas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário