segunda-feira, 21 de julho de 2014

O eterno retorno.

A privação de nossos desejos por uma moral quase criminosa, é exatamente isso que podemos ver no horizonte, podemos claramente enxergar o peso que tem aquilo que subjetivamente acreditamos ser sensato e ser correto, pois através de um modelo social somos praticamente condicionados (isto é, antes do despertar da consciência) a acreditar que a forma correta de justificar nossa existência é seguindo este modelo, e todos aqueles que se encontrem fora dele são vistos como marginalizados, isto em uma sociedade em que o valor social se dá através de o quão mais bem adaptado você estiver a este meio e não através do peso de seus atos.
A obra de Nietzsche é um despertar, por toda ela, ele (Nietzsche) se mostra um voraz inimigo da moral vigente e há um ponto em específico que me toca bastante "O eterno retorno".
Basicamente o ponto é; se sua vida se repetisse por toda a eternidade, você estaria vivendo como desejaria viver? Cada momento de prazer que você preferiu trocar por uma árdua e desgastante tarefa na qual acredita que a recompensa irá vir sempre em um amanhã que nunca chega, teria sido um momento jogado fora para todo o sempre, isso faria com que buscássemos não um constante prazer, mas nós reveríamos cada ato em busca daquilo que realmente desejamos, não projetando isso sempre em responsabilidades, muito menos em um futuro distante, já que o hoje é mais importante que o amanhã; Pois é nele que se projeta o futuro e além, se projeta a eternidade, então seu presente não pode ser um fardo, é claro que isso não anula seus projetos futuros, seus planos de vida, mas sim faz com que busque unicamente aquilo que realmente deseja, não se deixando privar por anseios sociais que não lhe pertencem. Precisamos projetar nossa vida realmente na direção que desejamos, e isso só se dá com uma mudança de consciência em um hoje.
Fugir ao modelo social não se torna desgastante, desgastante seria estar atrelado a ele pelo restante da vida, vivendo não o que se acredita, mas sim da forma que seria razoável aos olhos de uma sociedade cravada em uma moral, que vai além de ser civilizadora (se fosse apenas civilizadora, não causaria mal algum), mas é uma moral que condena o homem, sua individualidade, sua liberdade e seus direito a escolhas.

Confira:
Artigo sobre O eterno retorno.

Cena do filme "Quando Nietzsche chorou".





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